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Edição Jornalística – PUC Minas

Economia

O mercado das criptomoedas, como entender?

por Maria Eduarda Costa e Sheila Lemes

O conceito de criptomoeda surgiu pela primeira vez em 1998, pelo engenheiro de computação Wei Dai. Ele sugeriu usar a criptografia para controlar as emissões e transações realizadas com um novo tipo de dinheiro, dispensando a necessidade da existência de uma autoridade central. Porém, a primeira criptomoeda só foi existir em 2008, com o bitcoin.

A moeda digital pode ser usada da mesma maneira que o dinheiro físico. Ela possui três principais funções: servir como um meio de troca, facilitando as transações comerciais; servir como uma reserva de valor, para poder a realização de compras no futuro; e também como uma realização de conta, quando os produtos são precificados e o cálculo econômico é realizado em função dela.

Segundo Eleonora Bastos, profª da disciplina Economia Brasileira na PUC Minas, o bitcoin é como “uma montanha de algoritmos, de programação, no qual as primeiras camadas dessa montanha foram fáceis de serem extraídas, de serem mineradas. E foi tão fácil que as pessoas não deram muito valor, daí muita gente perdeu fortunas com os primeiros bitcoins que receberam, porque era mais abundante no primeiro momento”.

O preço do bitcoin é variável e está ficando cada vez mais caro devido à especulação, pela a expectativa dos agentes econômicos e pela dificuldade crescente de minar a criptomoeda. Outro motivo para o aumento do valor é porque a criptomoeda está chegando cada vez mais perto do limite de 21 bilhões, pois já ultrapassou os 18 bilhões. Para Eleonora, se as primeiras camadas foram fáceis, à medida que vão chegando no centro da ‘montanha de algoritmos’, tende a haver limitações. Quanto mais perto de esgotar a montanha, mais valor a criptomoeda possui.


Entenda o que é o bitcoin:

Reau, a criptomoeda meme brasileira

Em setembro de 2020, o Banco Central anunciou que produziria a nota de R$ 200,00. Não muito depois surgiram os pedidos para colocarem o cachorro caramelo estampado na nota, que não foi acatado pelo Banco e colocaram o Lobo Guará. Foi aí então que surgiu o Vira-Lata Finance ($ REAU), que tem como símbolo o cachorro caramelo brasileiro.

A criptomoeda se caracteriza como um projeto descentralizado de código aberto, visando incluir os brasileiros no mercado financeiro digital. Entre as suas metas se encontra o incentivo aos usuários se envolverem com instituições de caridade que ajudam animais abandonados. Ela é uma uma criptomoeda deflacionária e autossustentável.

No Brasil, também há o Real Digital, que consiste em uma nova forma de ter dinheiro e fazer transações. A moeda digital é conhecida pelo mundo como CBDC (Central Bank Digital Currency), uma versão virtual da moeda do país. Vale a pena ressaltar que o Brasil não está criando seu próprio bitcoin com o Real Digital, já que a moeda brasileira é emitida pelo Banco Central e as criptomoedas não necessitam da existência de uma autoridade central.

De acordo com a professora, as criptomoedas têm como vantagem a segurança total, posto que como é uma moeda lastreada por um algoritmo, praticamente impossível de ser falsificada. Porém, ela pode ser roubada se um hacker invade o dispositivo, por exemplo. Mesmo assim, muitas pessoas investem nas moedas digitais, entretanto é remota a ideia de que vão substituir completamente as cédulas. “Mas nada garante que não venha acontecer, só que isso vai ser em um futuro bem distante”, explica Eleonora.



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