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Edição Jornalística – PUC Minas

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Como o uso de mascotes pode fortalecer marcas?

Saiba como a criação de mascotes como a Magalu são essenciais para impulsionar os negócios

Por Maria Cecília Basílio

É comum acompanhar empreendimentos e se deparar com a presença de mascotes que personificam a identidade e cultura de uma marca. A mais conhecida é a Magalu, da rede Magazine Luiza. Ela é uma personagem que ganhou vida própria, está presente em redes sociais vinculadas à marca, e se tornou a primeira influenciadora virtual do Brasil, como também a maior influenciadora digital totalmente virtual no país.  

A mascote da marca tem sua própria conta nas redes sociais, compartilha sua rotina, hábitos, hobbies e opiniões com os seguidores. Essa estratégia usada pela Magazine Luiza tem como objetivo fazer os consumidores se reconhecerem na personagem; humanizar a comunicação; e promover fixação da mensagem criada pela empresa.

Mas, o que é uma mascote?

São personagens criados por marcas que têm como objetivo facilitar a associação do público com os produtos e os valores da empresa. Certamente, sua caracterização pode ser em animações, ilustrações ou personagens em 3D que participam dos conteúdos criados pelas marcas e interagem com as pessoas.

Apesar da Magalu ser a mais popular atualmente, as mascotes de marcas estão presentes nas estratégias empresariais há muito tempo. De origem francesa, a palavra Mascote vem do título da ópera La Mascotte, que significa “O Talismã”. Assim, a palavra passou a ser utilizada como representação de algo que dá sorte, o que foi apropriado por empresas no século XX que, com a transformação industrial buscavam novas formas de conquistar o consumidor.

Veja marcas que fazem uso de mascotes:

  • M&M’s: Os personagens surgiram em 1954, e desde o seu lançamento se tornaram populares entre os consumidores que associavam o sabor das pastilhas de chocolate com a personalidade de cada mascote.

  • Tony The Tiger (Sucrilhos): Nascido em 1952, o famoso tigre da marca de cereais Sucrilhos é usado para vender o produto, e incentivar a prática de esportes entre as crianças. Sua popularidade foi tão grande que em 1972 ele ganhou uma esposa, e em 1974 ganhou uma filha.

  • Nat (Natura): Lançada em 2016, a mascote foi criada para acelerar a digitalização e humanizar o atendimento digital. De acordo com a Natura, “para definir identidade visual e as principais características da Nat, um time multidisciplinar se reuniu, entre eles as áreas de marketing, tecnologia digital e, claro, o time de relacionamento com clientes e Consultoras de Beleza.”

  • CB (Casas Bahia): A mascote que antes era conhecida como ‘Baianinho’, cresceu e virou adolescente. Agora, é porta-voz da empresa e estará presente nas redes sociais. “Isso vai permitir que ele atue como mais um ponto de humanização no relacionamento com o cliente e em diferentes temas, como a tecnologia e a sustentabilidade”, afirma Roberto Fulcherberguer, CEO da Via Varejo, em entrevista ao Portal UOL.

Quais resultados as mascotes podem trazer?

– Humanizam a marca
– Consumidores podem se reconhecer no personagem
– O público pode se conectar e aproximar facilmente com a marca
– Gera mídia espontânea (o público passa a interagir com a mascote nas
redes e isso aumenta o alcance da marca e/ou produto)

Mesmo sendo uma boa estratégia para os negócios, nem sempre o uso de mascotes oferece o resultado desejado pelas empresas, e tudo depende do planejamento. “Quando não dá certo é necessário mudar o rumo da estratégia, pois tudo é muito fluido. A comunicação é viva e está em movimento. Então, é preciso estar sempre medindo, porque a parte final de um plano estratégico não depende somente do plano de ação e definição da mascote. Depende da medição e avaliação do desempenho desta estratégia no negócio”, diz a empresária Débora Alcântara, fundadora do Grupo Orna durante uma live em seu canal no YouTube, onde compartilha aulas e dicas sobre empreendedorismo.

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