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Edição Jornalística – PUC Minas

Minas 300 anos

Com reabertura local, cidades do interior surgem como opções de turismo para os mineiros

Diversos pontos turísticos do estado estão em pleno funcionamento, como Ouro Preto, Capitólio e Santuário do Caraça. Protocolos sanitários são exigência

Por Jéssica Mayara

Após cerca de oito meses de atividades proibidas e suspensas, em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus, as cidades de Minas Gerais, classificadas na onda verde – atividades econômicas e não econômicas podem funcionar –, pelo projeto Minas Consciente, foram reabertas aos turistas. Seguindo recomendações sanitárias e rigorosas medidas protetivas, os destinos do interior do estado se tornaram, então, boas opções para quem deseja “fugir” da rotina imposta pelo isolamento social, com segurança.

Isso porque as viagens próximas tendem a oferecer, além de mais conforto pela curta distância a ser percorrida, melhores condições de distanciamento social, uma vez que todo o roteiro de viagem pode ser feito de carro e entre familiares e/ou amigos próximos. Assim, cidades históricas e repletas de belezas naturais do estado tendem a receber cada vez mais turistas, seja para um refúgio da cidade grande, para um refresco nas águas das cachoeiras ou para conhecer mais sobre Minas Gerais.

Entre algumas opções de destino estão Ouro Preto, Capitólio e Santuário do Caraça. Três conhecidos e “falados” pontos turísticos do estado. Todos eles com a mescla perfeita entre história, tradição e lazer. Não à toa, se quiser um “mar”, basta escolher as águas cristalinas de Capitólio, mais precisamente do Lago de Furnas. Além disso, os passeios em carros com tração 4×4 fazem a alegria do turista que quer diversão e muito contato com a natureza. No Santuário do Caraça, as cachoeiras e piscinas naturais, bem como as trilhas, também provocam esse sentimento nos mineiros. 

Canyons de Furnas, em Capitólio, é um dos destinos mais procurados Foto: Ana Di Tullio/Wikimedia Commons

Em ambos os destinos, assim como a tradicional Ouro Preto, marcante pelas igrejas de estilo barroco e minas de extração, a história é rica e cheia de tradição. No Caraça, por exemplo, a presença do Imperador Dom Pedro II ainda pode ser sentida no local, por meio dos inúmeros adereços nos museus e, claro, nas águas do Banho do Imperador, onde Dom Pedro se banhou quando esteve na cidade, relato que consta em seu diário, o mesmo que diz, em suas palavras: “Só o Caraça paga toda a viagem a Minas”.

Por lá, há, também, a visita do lobo-guará, espécie ameaçada de extinção e classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como em estado vulnerável, que aparece todos os dias, pontualmente, às 18h30 para “jantar” com os turistas. A natureza se faz mesmo presente no Caraça, já que a cidade é rica em diversidade vegetal e animal. Todos os cantos do estado, assim como Ouro Preto, Capitólio e Caraça fazem o turista se render, ainda, à gastronomia e ao artesanato local, duas marcas clássicas de Minas Gerais.

Protocolos 

Para receber os turistas com segurança, cada cidade mineira tem adotado protocolos sanitários específicos, como a exigência do uso de máscaras de proteção individual, uso de álcool em gel e restrição no número de hospedagens. O Santuário do Caraça, diferentemente dos demais destinos, por ser um complexo, segue uma série de medidas para prevenir casos de infecção por Covid-19, como medição de temperatura na entrada do Santuário, desinfecção diária de áreas compartilhadas e 72h de vacância dos quartos entre um hóspede e outro.

Tendência 

Com as portas do mundo fechadas para o turismo por um período de tempo, os destinos exteriores devem mesmo cair no “esquecimento” dos viajantes por alguns meses. Isso porque, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Booking.com sobre o futuro das viagens, que analisou respostas de moradores de 28 países, dois em cada três (66%) turistas brasileiros afirmam não se sentirem confortáveis para viajar até que exista uma vacina ou tratamento eficaz para a Covid-19. 

No entanto, o desejo de viajar não abandonou os sonhos dos brasileiros. Dois terços dos viajantes, cerca de 67%, disseram estar animados para viajar novamente quando a pandemia chegar ao fim. Ainda, oito em cada dez brasileiros relataram que passarão a dar mais valor às suas próximas viagens. Além disso, 65% dos entrevistados do país querem ver mais do mundo e 64% planejam viajar mais para compensar o “tempo perdido”.

Neste cenário, as viagens curtas, com destinos próximos, de preferência dentro do próprio estado, devem ganhar espaço e se tornar tendência. Segundo os dados apresentados pela pesquisa, enquanto 44% dos brasileiros planejam viajar dentro do próprio país entre os próximos sete ou 12 meses, 32% pretendem fazer esse tipo de viagem daqui a um ano. Quanto às viagens locais, 55% disseram ter vontade de conhecer um novo destino dentro de seus domínios regionais e 59% afirmaram ter o desejo de passar a curtir a beleza natural de sua terra.

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