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Edição Jornalística – PUC Minas

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BH por dentro dos cartões postais

Fundada em dezembro de 1897, a capital mineira encanta pelas belezas do paisagismo, as tradições gastronômicas e o acolhimento popular.

Minas Gerais fechou 2025 como o melhor ano do turismo no estado desde 2018. Com um crescimento de mais de 70% de chegadas internacionais e uma alta de 35% de turistas nacionais, Minas atrai pela culinária e pela beleza das cidades históricas. Para além do cafezinho com pão de queijo e das igrejas de Ouro Preto, a capital do estado concentra a economia, mas também tem charme especial que atrai quem passa por aqui.

Aqui você confere os principais pontos turísticos e cartões postais da cidade mais acolhedora do Brasil.

Mineirão

Créditos da imagem: Freepik

O Estádio Governador Magalhães Pinto, carinhosamente apelidado de “Mineirão”, é um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte e vai muito além do futebol. Inaugurado em 1965 e totalmente modernizado para a Copa do Mundo de 2014, o estádio hoje é um complexo turístico, cultural e esportivo que recebe milhares de visitantes todos os meses.

Além dos jogos de grandes clubes mineiros, como Atlético e Cruzeiro, além de recebe e da Seleção Brasileira, o Mineirão também é palco de shows nacionais e internacionais, eventos esportivos e ações culturais. Quem visita pode fazer o tour guiado, que passa pelos bastidores do estádio, vestiários, sala de imprensa e pelo gramado, além de conhecer o Museu Brasileiro do Futebol, que conta a história do esporte no país de forma interativa

Do lado de fora, a Esplanada é um ponto de encontro para caminhada, corrida, andar de bicicleta e curtir o pôr do sol com vista para a Lagoa da Pampulha. O espaço ainda conta com bares e restaurantes que funcionam mesmo em dias sem jogo.

Ou seja, o Mineirão deixou de ser apenas um estádio: hoje é um destino turístico completo, que mistura esporte, lazer, cultura e uma das paisagens mais bonitas da capital mineira.

Praça da Liberdade

Créditos da imagem: Freepik

Inaugurada em 1898, a Praça da Liberdade foi originalmente projetada para abrigar o centro administrativo de Minas Gerais. Palco de importantes acontecimentos políticos ao longo da história, o local e seus se tornou naturalmente um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte.

Especialmente após o fim da ditadura, o espaço passou a abrigar manifestações culturais e eventos como a Feira Hippie, o que motivou uma grande revitalização nos anos 90 e preparou o terreno para um novo espaço. A transformação definitiva ocorreu em 2010, quando o governo estadual foi transferido para a Cidade Administrativa e os antigos prédios deram lugar à criação oficial do Circuito Liberdade.

Por lá, é possível praticar esportes, brincar com crianças ao ar livre, ouvir música e até mesmo fazer serviços de massagem em plena luz dia. Os arredores da Praça ainda concentram museus interativos e restaurantes que trazem a experiência completa para quem quer conhecer um pouco mais da capital mineira.

Lagoa da Pampulha

Créditos da imagem: Freepik

A Lagoa da Pampulha é um dos maiores símbolos de Belo Horizonte por representar o momento em que a cidade se projetou no cenário nacional. Criada nos anos 1940 na gestão do então prefeito Juscelino Kubitschek, a lagoa foi parte de um plano de modernização que colocou BH no mapa do urbanismo moderno.

O projeto reuniu grandes nomes da arquitetura e das artes, como Oscar Niemeyer, que desenhou o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, além da famosa Igrejinha de São Francisco de Assis. As obras modernistas ao redor da lagoa marcaram uma nova identidade cultural para a cidade e influenciaram a arquitetura brasileira no século XX.

Historicamente, a Pampulha se tornou um espaço de convivência, lazer e eventos, conectando a população à cultura e ao esporte. Turisticamente, é um dos lugares mais visitados da capital mineira, reunindo museus, áreas de caminhada, parques e centros esportivos que atraem visitantes do Brasil e do mundo.

Por tudo isso, a Lagoa da Pampulha não é apenas um ponto bonito da cidade, mas um marco que simboliza inovação, identidade cultural e orgulho para os belo-horizontinos.

Mercado Central

Créditos da imagem: Divulgação/Mercado Central

Eleito o terceiro melhor mercado do mundo em 2016 pela revista de bordo TAM nas Nuvens, o Mercado Central de Belo Horizonte é onde a alma mineira se encontra. Sua história começou em 1929, quando o prefeito Cristiano Machado transferiu o antigo mercado de ferro da Rodoviária para o atual terreno, que na época era o campo do América Futebol Clube.

Atravessar a portaria da Avenida Amazonas é mergulhar em um labirinto sensorial que mistura história e modernidade. O “rei” absoluto do mercado continua sendo o queijo, com mais de 300 toneladas comercializadas todo mês, vindo de todas as regiões produtoras do estado para abastecer um público que supera 1,3 milhão de pessoas a cada mês.

O espaço recebe anualmente cerca de 15 milhões de visitantes. Com 96 anos de história e mais de 400 lojas, o Mercado Central hoje é gerido pelos próprios lojistas e mantém viva a tradição da hospitalidade mineira. Para quem busca um chopp gelado, um fígado com jiló ou o tradicional torresmo mineiro, o Mercado Central é o lugar certo.

Hoje, depois da venda do nome oficial para uma plataforma de apostas esportivas e jogos online, carrega o nome de Mercado Central KTO. O mercado fica Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro.

Praça da Estação

Créditos da imagem: Isabel Baldoni/PBH

A Praça Rui Barbosa, mais conhecida como Praça da Estação, é uma das mais emblemáticas de Belo Horizonte. Sua construção teve início no ano de 1904, quando a capital mineira ainda estava em formação.

Em 2004, o local foi reinaugurado após uma grande reforma, que incluiu dois conjuntos de fontes instalados no piso de concreto e que, em 2023, passou por mais uma intervenção, dando nova vida ao espaço, carinhosamente intitulado pelos mineiros como “Praia da Estação”. Devido às ondas de calor na cidade, o espaço virou uma ótima opção de lazer para se refrescar. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a água das fontes passa por um processo de filtragem e tratamento químico para garantir o uso pela população e pelos turistas.

A praça também foi e segue sendo palco de shows históricos. Hoje, grandes artistas nacionais se apresentam por lá, como o grupo Sorriso Maroto e o rapper mineiro Djonga, além da icônica cantora sertaneja, Marília Mendonça.

Seja em dias de calor, durante o carnaval ou em grandes eventos culturais, a Praça da Estação, segue sendo um dos principais cartões postais de Belo Horizonte. O espaço reúne tradição, movimento e história, mostrando o por que continua sendo um dos lugares mais queridos da cidade.

A praça fica localizada na Avenida dos Andradas, 337, em frente à estação de metrô central.

Matéria produzida por Laís Milagres, Leo Rocha, Luiz Otávio Teixeira, Paula Lagares e Thiago Marinho para a disciplina Laboratório Especializado no curso de Jornalismo do campus São Gabriel, semestre 2026/1.

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