Altos gastos com serviços de saúde no Brasil
Estudo indica elevação de 63,5 bilhões em gastos com SUS ate 2030
Por Felipe Soares /Vitória Duarte/Nikolas Vassalo – 5º período
O sistema de saúde brasileiro é composto pelo SUS e setor privado, que é representado por planos de saúde e por profissionais autônomos. Para a realidade brasileira, o SUS representa avanços na saúde pública. Porém, a existência do sistema privado demostra a necessidade de melhorias como maior fundo para financiamento da saúde pública. Entretanto, se forem observadas as questões técnicas, o sistema de saúde brasileiro tem recursos mais não são bem empregados, tornando o ineficiente.
A publicação pelo governo de decreto que incluiu unidades básicas de saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) gerou forte pressão e mobilização de alguns setores da sociedade nas redes sociais e também da manifestação de parlamentares e secretários de Saúde, que se opuseram ao documento. A hashtag #DefendaOSUS ocupou as primeiras posições entre os assuntos mais comentados no Twitter. Incomodado com a repercussão, o presidente Jair Bolsonaro revogou o decreto 24 horas após a publicação e anunciou que pretende reeditá-lo em breve.
Fala de Jair Bolsonaro
Bolsonaro não foi o único que se manifestou sobre o tema. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também aproveitou a participação em um comitê do Congresso para frisar que o governo não cogitou a privatização do SUS.
Fala de Paulo Guedes
Estados, Municípios e a União passam por dificuldades para manter o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir o direito constitucional à saúde universal no país.
Ouça sobre a destinação de gastos para a saúde
Segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistência ambulatorial – como consultas e exames diagnósticos – e internação hospitalar podem atingir, em 2030, R$ 63,5 bilhões, uma elevação de quase 149% em relação aos R$ 25,5 bilhões gastos em 2010

O aumento do envelhecimento da população brasileira, com o consequente crescimento na utilização do sistema de saúde e nos gastos de atendimento são fatores para essa elevação. Em 2010, o Brasil contava com 190,8 milhões de habitantes, sendo 11% de idosos (a partir de 60 anos de idade). Para 2030, a estimativa é de que o total de idosos atinja 40,5 milhões, ou 19% da população.

Gastos com internação de idosos podem atingir R$ 14,3 bilhões em 2030, só com o aumento do envelhecimento da população. Já as taxas de utilização do SUS e dos gastos médios por atendimento, e despesas atingirão R$ 63,5 bilhões.
De acordo com Iess com crescimento de 4 % ao ano do PIB orçamento do SUS ficaria em R$ 56 bilhões, valor abaixo dos R$ 63,5 bilhões estimados para despesas hospitalares e ambulatoriais
O governo federal já gastou R$ 38,2 bilhões até o dia 20 de outubro em ações de saúde relacionadas à emergência causada pela pandemia de Covid-19. O total representa quase um terço do que foi gasto em 2019 com as ações regulares do setor, segundo comparação feita pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados. Sem contar os gatos com auxilio emergencial e outras medidas do “orçamento de guerra“ voltado para o combate ao corona vírus.
