Conexão 13

Edição Jornalística – PUC Minas

EconomiaTecnologia

Tecnologia 5G cada vez mais próxima do Brasil

Anatel pretende realizar um leilão no primeiro semestre de 2021 para definir como será o uso da rede no país e que promete revolucionar conexões

Por Hellen Fanni e Mariane Gomes

A primeira rede banda larga 5G a ser instalada na América Latina será no Brasil, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A rede 4G, mais atual até o momento, é capaz de entregar uma velocidade média de conexão de, aproximadamente, 33 Mbps. Estima-se que a nova é cerca de 50 a 100 mais veloz, podendo alcançar até 10 Gbps, um marco na tecnologia.

Além da rapidez na transmissão das informações, o 5G irá ampliar a conexão entre os aparelhos, diminuir o consumo de energia em aproximadamente 90% e principalmente, mudar o cotidiano da população. Devido à grande expansão da conexão, será capaz de controlar diversos objetos do dia a dia às redes móveis, como eletrodomésticos, sistemas de iluminação, smartphones e até mesmo veículos, entre diversas outras possibilidades.

Reprodução/Pixabay

Apesar da implantação ter começado neste ano, o país poderá ter a experiência completa só após a realização do leilão organizado pela Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, previsto para o ano que vem. Além disso, há outros impasses, como apenas um aparelho que suporta a tecnologia no país, até o momento.

Ainda como empecilho está o uso de uma frequência que pode interferir na transmissão para cerca de 12 milhões de antenas parabólicas. Diante disso, o Governo tomou a medida de adiar a análise do processo na agência reguladora e por isso lançou uma consulta pública para a elaboração de um novo edital que não interferisse na frequência dos usuários das parabólicas, pensando na possível perda de cerca de 190 milhões de usuários.

O advogado e ex-secretário nacional de telecomunicações, André Muller Borges, defende que a realização do leilão e a implantação da tecnologia no momento não é adequada, por questões relacionadas a aplicações e capital financeiro.

“As operadoras estão ainda completando e exaurindo o investimento em 4G que começou a ser feito em 2014. O 5G está sendo jogado para mais adiante porque elas não precisam e não têm condições de fazer esse investimento agora”, explica Borges.

Na corrida pelo leilão está a empresa chinesa Huawei, a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a sul coreana Samsung. Ambas fornecedoras de equipamentos e serviços para operadoras como Tim, Claro, Oi, Vivo e Algar e atualmente oferecendo as redes 3G e 4G. Segundo o mercado e técnicos do Governo Jair Bolsonaro, as companhias demonstraram disposição em participar do leilão, deixando assim a disputa mais acirrada.

Por enquanto, a expectativa é de que o 5G apresente um desempenho mais veloz, segundo a Claro, até doze vezes mais rápido que o original. Apenas após o leilão, o serviço ganhará seu próprio sistema, no qual é capaz de suportar todo o pacote de dados que será transmitido.

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