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Edição Jornalística – PUC Minas

Saúde

Belo Horizonte registra queda nos casos de dengue em 2026


Belo Horizonte registra queda nos casos de dengue em 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o Balanço da Dengue e outras Arboviroses, até 27 de fevereiro deste ano, foram confirmados 97 casos da doença na capital mineira. No mesmo período de 2025, até 27 de fevereiro, o número era de 245 confirmações.

O levantamento também aponta redução nas notificações. Em 2026, há 1.134 casos notificados, que aguardam resultados de exames laboratoriais e avaliações epidemiológicas. No ano passado, esse total chegava a 2.900 registros no mesmo recorte.

Em relação às investigações, 1.055 casos foram analisados e descartados neste ano. Em 2025, até o fim de fevereiro, 1.969 ocorrências haviam sido investigadas e descartadas. Apesar da queda nos números, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da prevenção e da eliminação de possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue.

O gráfico evidencia uma queda expressiva nos casos de dengue na capital na comparação entre os dois períodos analisados. A redução representa uma diminuição de 60,4% nos registros, indicando um cenário epidemiológico significativamente mais favorável neste início de ano em relação ao anterior.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a redução dos casos está relacionada ao conjunto de ações permanentes de vigilância e controle do mosquito realizadas ao longo do ano. “Para manter o controle das doenças, de janeiro até o momento, os Agentes de Combate a Endemias já realizaram cerca de 207 mil vistorias em imóveis. Além de identificar e eliminar focos do Aedes aegypti, os agentes orientam a população sobre os cuidados necessários para evitar a propagação da dengue, zika e chikungunya”, destacou a pasta.

Segundo a secretaria, os profissionais também realizam a aplicação de biolarvicida quando necessário. Em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana, foram promovidos 19 mutirões de limpeza, que contemplaram cerca de 3 mil imóveis e resultaram no recolhimento de 22 toneladas de materiais. A definição das áreas atendidas considera o monitoramento contínuo de notificações e solicitações de vistoria.

A pasta ressaltou ainda que o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti de 2025 apontou que 88,8% dos focos do mosquito estão em ambientes domésticos, o que reforça a necessidade de participação da população nas ações de prevenção.

O município mantém também a estratégia de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, bactéria que reduz a capacidade de transmissão dos vírus e não é transmitida a humanos ou animais. De acordo com a secretaria, nem os mosquitos nem a bactéria passaram por modificação genética.

Em relação à vacinação, a prefeitura informou que, desde o início da campanha, em fevereiro de 2024, foram aplicadas aproximadamente 206 mil doses da Qdenga, sendo 135 mil referentes à primeira dose e 71 mil à segunda. A cobertura vacinal alcançou 60,6% para a primeira aplicação e 32,2% para a segunda, abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A imunização segue disponível para o público de 10 a 14 anos e já foi ampliada para trabalhadores dos centros de saúde.

Prevenção

A vacinação contra a dengue é uma das principais estratégias de prevenção da doença. Incorporada ao Sistema Único de Saúde em dezembro de 2023, a imunização passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação em fevereiro de 2024. Em Belo Horizonte, a vacina é ofertada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nos centros de saúde e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.

Desde o início da campanha, em fevereiro de 2024, aproximadamente 206 mil doses da vacina Qdenga já foram administradas, sendo 135 mil correspondentes à primeira dose e 71 mil à segunda. Atualmente, a cobertura vacinal está em 60,6% para a primeira aplicação e 32,2% para a segunda, enquanto a meta definida pelo Ministério da Saúde é atingir pelo menos 90% do público-alvo.

Como a cobertura vacinal ainda é limitada a essa faixa etária, a Prefeitura de Belo Horizonte reforça medidas de prevenção para reduzir a circulação do vírus. Entre as orientações estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água bem vedadas, descartar pneus e materiais inservíveis em Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, higienizar calhas e bandejas de eletrodomésticos e manter piscinas tratadas e limpas.

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